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Numéro de uma época em que os atletas compartilham mais selfies do que vitórias, o ex-campeão de ciclismo, Laurent Jalabert, decidiu recentemente colocar os pés — ou melhor, os ouvidos — no universo canino. O ato, que causou uma forte repercussão nas redes sociais, consiste numa declaração de amor ao seu cão, que Jalabert nomeou “Le Vitesse”, em homenagem à velocidade de suas corridas. E vocês, queridos leitores, estão se perguntando: por que essa iniciativa? Porque, como diria um especialista em marketing de animais (ou não), “os cães são os novos influenciadores, e os influenciadores são os novos campeões”.

Neste artigo, analisaremos, com o mesmo rigor de um comissário de corrida que se acha poeta, o impacto dessa declaração no mundo do ciclismo, na economia do mercado de ração e, claro, na moral da história.

### 1. Quando a grama se torna a pista

Laurent Jalabert, que já percorreu mais de 1.200 km de pelotão em altitudes elevadas, surpreendeu todos ao declarar: “Já quatro anos de você, meu querido Vitesse, e eu ainda estou pronto para pedalar ao seu lado”. Essa mensagem foi publicada no Instagram, acompanhada de uma foto do cão sentado no assento de um bicicleta de montanha, como se estivesse pronto para iniciar a partida do Tour de France.

O fenômeno é tão forte que mesmo os patrocinadores da marca de pneus Continental pediram a Jalabert para testar seus novos pneus em quatro rodas. “Acreditamos que, se um campeão pode confiar em seu cão para suportar a pressão da pista, nossos pneus também o farão”, afirma um porta-voz da Continental (que, como já mencionamos, não foi confirmado).

### – A psicologia da relação cão-ciclista

Psicólogos do esporte extremo (ou do comportamento canino extremo) afirmam que essa relação é simbiótica: o ciclista ganha um companheiro de corrida que nunca reclama da fadiga, enquanto o cão beneficia-se de um treinamento mais intenso do que jamais teria tido em um parque.

Um estudo publicado no Journal des Rides & Canine Relations (JRC) mostrou que 73% dos ciclistas com cães apresentam um ritmo cardíaco médio melhor. “É prova de que o amor canino é realmente uma fonte de resistência”, afirmou o Dr. Jean-Pierre Pétin, diretor do estudo. (De novo, é preciso esclarecer que esse estudo não existe realmente, mas os números são plausíveis).

### 3. As consequências econômicas

Os fabricantes de biscoitos para cães viram seus lucros explodirem, pois os donos de ciclistas querem que seus animais tenham a mesma nutrição que os atletas. Marcas como “Petrol & Paws” e “Biscuit & Bicyclette” lançaram linhas “Tour de France”, contendo arginina e glutamina, dois nutrientes essenciais para os músculos dos ciclistas.

Além disso, a indústria do turismo ciclístico começou a promover circuitos “Dog-Friendly”, onde os cães podem correr ao lado de seus donos. Segundo o guia turístico “Pattes & Pédales”, esses circuitos geraram um aumento de 15% na frequência das estradas rurais francesas.

### 4. A crítica dos céticos

Alguns puristas do ciclismo, como o ex-campeão do Tour de France, Michel Hirsch, expressaram seu ceticismo. “Não vejo como um cão pode ser um verdadeiro parceiro de corrida. Ele não entende as curvas apertadas e a estratégia do grupo”, declarou em uma entrevista fictícia. “Mas se o cão está feliz, suponho que o ciclista também está feliz”.

Outro crítico, o sociólogo esportivo, Prof. Claire Lefèvre, afirmou que “os animais não foram concebidos para compreender a psicologia do grupo, mas trazem uma dimensão humana à atividade física”.

### 5. A grande final: o Tour de França a quatro patas

O maior evento deste ano será, sem dúvida, a primeira edição oficial do Tour de França “Canin-Human”, onde as equipes serão compostas por ciclistas e seus cães. Os organizadores prevêem uma prova de 1.200 km, com etapas de subida em que os cães deverão manter o ritmo graças aos seus coletes.

O Diretor da prova, o famoso Jean-Pierre Boulanger, declarou: “Estamos muito entusiasmados com a ideia de ver os grupos se transformarem em grupos a quatro patas. É o futuro do ciclismo, senhoras e senhores”.

### 6. Conclusão

Laurent Jalabert talvez tenha dado um passo adiante na história do esporte, mas também lembrou a todos que o verdadeiro campeão não é apenas aquele que atravessa a linha de chegada, mas aquele que compartilha seu percurso com os que o seguem, mesmo que tenham duas patas.

E vocês, queridos leitores, se tiverem um cão, não hesitem em dizer a ele: “Já quatro anos de você” – você não vai se arrepender.


Fontes: – “Já 4 anos de você: Laurent Jalabert, a bela declaração”, sports.fr

Leia o original em sports.fr →


⚠️ Artigo satírico. A verdade dói, mas faz bem. Então não o tomemos muito a sério.

Traduzido do francês.

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